CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

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Domingo, 23 de Julho de 2017 - Bom dia!
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Quem é o médico? Quem é o paciente?

O médico aprende a cuidar do paciente, o foco é a doença do outro. Ele não é treinado para conhecer o próprio sentimento e por isso vive sob stress constante.

Na oftalmologia há tensões emocionais, pelo trabalho solitário no consultório em salas escuras, horas seguidas. É importante o auto conhecimento e preparo psicológico para lidar com pessoas muitas vezes assustadas com o funcionamento da visão, um órgão que mexe demais com o psiquismo, desencadeando reações e quadros depressivos ou histriônicos no paciente.

Os profissionais da medicina são (lógicos, estatísticos, rígidos) além de menos inclinados à esperança do que os doentes. A falta de fé na possibilidade de cura é um fator limitante para o doente. A atitude que tomamos conosco é o fator mais importante da cura. Paz consigo e com o ambiente, menos doenças.

Como médicos, aprendemos ser mecânicos sobre como tratar as doenças, mas pouco interessado sobre o que a doença significa para pessoa que sofre.

O médico enfrenta consigo mesmo resistências, dificuldade de se educar, para melhor educar. Se o profissional conseguir ensinar uma pessoa a ficar bem com a vida, sentir amor por si mesma e pelos outros e alcançar a paz de espírito, daí as mudanças são possíveis.

Por detrás das queixas há um ser humano que clama por ajuda, compreensão e entendimento, de como lidar com a doença, a apreensão e os medos. Para isso, é fundamental a percepção do paciente em sua totalidade, que se torna requisito para todos os profissionais da saúde que enveredam no caminho da ajuda, da melhora, da restauração e cura dos males dos que nos procuram.

Isto se torna possível, quando o profissional, o curador cultive e aprecie a possibilidade de trabalhar no caminho de um auto conhecimento que o faça perceber suas forças, fraquezas, limitações, qualidades, de modo a poder enxergar o paciente sem projetar conteúdos internos mal resolvidos, ou pelo menos estar atento ao uso de sua palavra quando estiver se dirigindo ao seu assistido. Esta é a qualidade de profissionais a que me refiro que valorizam a empatia, que conseguem se colocar na posição de seus pacientes, sentindo sua dor, sua inquietude, sendo esta a maneira mais qualitativa de exercer esta arte tão nobre que é a medicina.

Autor: Dr Laércio Motoryn