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Patologias - UFRJ utiliza técnica inédita no Brasil para ceratocone


O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF - Hospital do Fundão), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HFRJ) cadastrou com sucesso, entre os dias 1 e 15 de outubro, 400 pacientes com diagnóstico de ceratocone para realizar tratamento de indução da reticulação do colágeno corneano (“crosslinking”).

A técnica, inicialmente desenvolvida na Alemanha pela equipe do Dr. Theo Seiler, consiste na promoção do aumento do número de ligações cruzadas entre as fibras de colágeno, através da aplicação de radiação ultravioleta associada ao uso de uma substância fotossensibilizadora chamada riboflavina. Embora uma parcela significativa dos pacientes possa evoluir com melhora dos parâmetros topográficos, o objetivo deste tratamento é estabilizar ou retardar a progressão da doença.

Aplicada com sucesso há pelo menos oito anos na Europa, esta técnica vinha sendo estudada na UFRJ faz mais de um ano através de um protótipo construído pelo oftalmologista Ricardo Lamy. Os estudos estão sendo realizados com o apoio do chefe do Setor de Córnea, prof. Octávio Moura Brasil, e originarão a tese de mestrado e doutorado do Dr. Lamy, orientada e supervisionada pelos professores Adalmir Morterá Dantas e José Guilherme Pecego que há dois anos vislumbrou o potencial desta técnica e estimulou a criação desta linha de pesquisa na UFRJ.

Com a chegada ao Hospital do Fundão do aparelho da marca Peschke, que é utilizado pelo Dr. Seiler em Dresden, a equipe de pesquisadores decidiu divulgar na mídia a abertura desse cadastro para pacientes com 18 a 35 anos, que apresentassem a doença em progressão. O pioneirismo do grupo despertou o interesse não só de pacientes de diversos estados do país, como também da empresa italiana CSO que, assim como a suíça Peschke, escolheu a UFRJ para ser o primeiro centro do Brasil a utilizar seu aparelho indutor de reticulação do colágeno.

Inicialmente estão sendo convocados os pacientes mais jovens e que não usam lente de contato. Até o final de outubro, 20 pacientes já haviam sido submetidos ao tratamento e outros 40 estavam realizando exames pré-operatórios.

Segundo Ricardo Lamy, parte das pesquisas só foi possível graças à colaboração do Hospital de Olhos Niterói, que permitiu a realização gratuita, em suas instalações, de exames no aparelho Orbscan. Os pacientes que apresentam a doença já em estágio avançado e com espessura corneana inferior a 400 micra estão sendo inscritos na fila do transplante de córnea.

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