CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

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Quarta, 22 de Novembro de 2017 - Boa tarde!
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Funções dos olhos

Patologias - Glaucoma


GlaucomaQuando vemos um objeto, a imagem é transmitida do olho ao cérebro através do nervo óptico. Esse nervo funciona como um cabo elétrico, contendo cerca de um milhão de fios que levam a mensagem visual lateral ou periférica e também a visão central, usada para leitura. O glaucoma pode destruir gradativamente esses "fios elétricos", causando pontos cegos na área de visão. O Glaucoma pode não provocar dor e os portadores dessa doença só percebem sua existência quando os danos são graves e irreversíveis. Se todo o nervo óptico for destruído, irá ocorrer uma cegueira definitiva. O Glaucoma pode ser: de ângulo aberto, de Ângulo Fechado, Congênito ou Secundário.

Em geral,o glaucoma primário de ângulo aberto não apresenta sintomas. O paciente não sente dor e perde lentamente a visão, percebendo a perda quando o nervo óptico já está bastante lesado. Devido à ausência de sintomas, a melhor forma de diagnóstico desse tipo de glaucoma é o exame ocular periódico.

Glaucoma de Ângulo Fechado: ocorre quando o sistema de drenagem é bloqueado, geralmente, pela íris (a parte colorida do olho) e o líquido não consegue penetrar na rede trabecular para ser drenado. O paciente apresenta dores de forte intensidade na cabeça e no olho, que chegam até a provocar vômitos e redução da visão. A pressão intra-ocular torna-se muito elevada e pode lesar o nervo óptico de forma rápida e agressiva. Este é o quadro de uma crise de glaucoma agudo, uma emergência oftalmológica que, se não tratada rapidamente, leva à perda visual irreversível, parcial ou mesmo total, em questão de horas.

GlaucomaGlaucoma Congênito: é caracterizado pela má formação no sistema de drenagem do humor aquoso que ocorre em recém nascidos e crianças. A criança apresenta lacrimejamento, dificuldade em tolerar a claridade, perda do brilho da região da íris – que passa a aparentar uma coloração mais azulada e opaca - e aumento do volume do globo ocular.

Glaucoma Secundário: o aumento da pressão intra-ocular ocorre após doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração dos pigmentos naturalmente existentes dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intra-oculares. Outra importante causa de glaucoma secundário é o uso de colírios de corticóide por tempo prolongado sem indicação e/ou acompanhamento do médico oftalmologista.

Causas
Vários fatores podem ocasionar a doença, um deles é o aumento da pressão intra-ocular. Um líquido claro e transparente chamado humor aquoso, circula dentro do olho continuamente nutrindo as estruturas internas do órgão. Se o sistema de drenagem do olho entope, a pressão intra-ocular aumenta e, com o tempo, pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico. O glaucoma não significa pressão intra-ocular elevada. Muitos portadores da doença podem apresentar a pressão intra-ocular normal nos exames de rotina e, ainda assim, demonstrarem perda de campo visual.

GlaucomaTratamentos
Há três tipos de tratamento para o glaucoma: uso de colírios, aplicações de laser e cirurgia. O uso de Medicamentos (colírios ou comprimidos): é o tipo de tratamento inicial mais freqüente. O objetivo é reduzir a pressão intra-ocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso, ou pelo aumento da saída desse líquido do olho. Dessa forma, haverá proteção do nervo óptico e, em conseqüência, a manutenção da visão do paciente.

Aplicações de Laser: A trabeculoplastia, aumenta a drenagem do humor aquoso, reduzindo a pressão intra-ocular, a exemplo do efeito de alguns colíros. Nesse procedimento, o oftalmologista utiliza o laser para realizar pequenas queimaduras na rede trabecular e estimular o funcionamento do sistema de drenagem. O efeito do laser não é imediato. O médico precisará de pelo menos quatro a seis semanas para obter a redução da pressão intra-ocular. Caso o oftalmologista identifique no paciente o glaucoma pigmentário, com risco ou antecedente de crise aguda de glaucoma, é indicado optar por outro procedimento: a iridotomia com laser. Neste procedimento, cria-se um pequeno orifício na parte mais periférica da íris, que a retifica e permite a livre circulação do humor aquoso da região posterior para a anterior dessa estrutura. O objetivo é evitar novas crises agudas e a dispersão dos pigmentos da íris.

GlaucomaCirurgia (trabeculectomia): Após a cirurgia, quando a pressão intra-ocular aumenta, o humor aquoso desloca-se para um novo compartimento – parecido com um bolha -, evitando que o nervo óptico seja lesado. Outra alternativa é a ciclofotocoagulação endoscópica com laser, em que é utilizado um equipamento que contém, numa mesma sonda, uma fibra óptica para visibilização das estruturas intra-oculares, uma fonte de iluminação e um laser. Através desses recursos, são feitas queimaduras na região produtora do humor aquoso, o epitélio ciliar secretor, visando diminuir a produção desse líquido.

PERGUNTAS SOBRE GLAUCOMA

O que é glaucoma?

O glaucoma é um distúrbio em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está anormalmente aumentada além do que o olho pode tolerar por tempo prolongado. A maioria dos oftalmologistas concorda em que quando essa pressão – chamada pressão intra-ocular – é maior do que o normal, aumenta consideravelmente o risco de que ocasione danos aos olhos.

Qual é a causa?

O glaucoma é causado por um acúmulo de líquido – humor aquoso – que circula no interior do olho, e é causado pelo aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho (canal de Schlemm). Nesse caso, como continua chegando líquido al olho, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente.

O glaucoma pode ocasionar lesão ao olho?

Never fiber layerSe não for tratado, sim. A pressão intra-ocular aumentada pode comprimir os vaso sanguíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho. Devido à falta de irrigação sanguínea, as células nervosas da retina vão morrendo provocando perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual. Se o processo não for controlado, pode levar à cegueira.

O paciente percebe que sofre de glaucoma?

Geralmente não. O glaucoma é insidioso. Na maioria dos casos desenvolve-se lentamente, no transcurso de meses ou anos, sem ocasionar nenhum sintoma. O dano pode progredir com tanta lentidão que a pessoa não se dá conta da perda gradual da visão. Em geral, a visão vai piorando até que finalmente começa a afetar o próprio centro do campo visual e se estabelece a cegueira permanente. Alguns pacientes poderão experimentar sintomas vagos, que são importantes avisos de que é necessário um exame ocular completo. Esses sintomas podem compreender a necessidade de trocar com freqüência a graduação dos óculos, dificuldade para adaptar-se à obscuridade, perda da visão lateral e visão embaraçada. Em raros casos, pode haver outros sintomas como o aparecimento de halos ou arco-íris ao redor das luzes e cefaléias ou dor ocular intensa.

Como se diagnostica o glaucoma?

Mediante um cuidadoso exame ocular realizado por oftalmologista, que compreende um procedimento simples e indolor para medir a pressão ocular.

Quem pode ser portador de glaucoma?

O risco de ser portador de glaucoma aumenta com a idade; geralmente apresenta-se em pessoas com mais de 35 anos. De fato, segundo a Sociedade Nacional de Prevenção da Cegueira dos E.U.A., uma em cada 50 pessoas com mais de 35 anos e três em cada 100 com mais de 65 anos tem glaucoma. Uma forma muito rara de glaucoma pode ocorrer em crianças pequenas. As pessoas qu tem maior risco de sofrer de glaucoma são as diabéticas e as com familiares portadores de glaucoma, Essas pessoas devem fazer exame ocular com regularidade, realizado por oftalmololgista.

Pode-se curar o glaucoma?

Embora não se possa curar, na maioria dos casos o glaucoma pode ser controlado satisfatoriamente mediante tratamento apropriado. O glaucoma é uma doença crônica que dura toda a vida, e é necessário que o paciente fique em observação e tratamento contínuos para manter controlada a pressão intraocular e ajudar assim a evitar a perda da visão. Quanto mais rápido se descobrir e tratar a doença, menor será a tal perda.

Como se trata o glaucoma?

O tratamento mais comum consiste em gotas para os olhos. Às vezes também são usados comprimidos, e em alguns casos pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

Com que frequência deve-se usar as gotas?

Resultado do exame de GlaucomaNo geral, o paciente deve aplicar as gotas todos os dias. Segundo o medicamento empregado, a posologia pode variar de uma gota por dia até duas ou mais, várias vezes ao dia. Em alguns casos, é prescrito mais de um produto na forma de colírio. Siga sempre as instruções do médico.

Qual é o melhor modo de aplicar-se as gotas?

Como as gotas oculares contra o glaucoma devem ser usadas em doses precisas, a maioria dos produtos é vendida em frascos especiais, e o médico explicará como devem ser aplicadas.

Regras simples que devem ser seguidas

  1. Use o medicamento de acordo com as instruções do médico. Não coloque nem mais nem menos gotas do que as prescritas.
  2. Se for viajar, não se esqueça de levar uma quantidade adequada de medicamento. Pergunte ao seu médico se deve levar uma receita de reserva. Lembre-se que o glaucoma é controlado usando com regularidade o medicamento.
  3. Logo que tenha colocado uma gota no olho, comprima com o dedo indicador o ângulo interno do olho para evitar que o medicamento passe par o canal lacrimal até o nariz e garganta. Conserve essa posição ou mantenha os olhos fechados suavemente durante três ou quatro minutos, para que o medicamento permaneça em contato com o olho o maior tempo possível.
  4. Informe seu oftalmologista se está usando outro medicamento, especialmente se aqueles comprados sem receita. E se consultar outro médico não deixe de informar que está sendo tratado contra o glaucoma.
  5. Nunca use outro medicamento ou colírio sem prévia aprovação do médico.
  6. Como o glaucoma pode ser hereditário, recomende a todos os adultos de sua família – inclusive primos e tios – para que façam um exame oftalmológico periódico.

Avanço tecnológico no diagnóstico de glaucoma

Resultado do exame de Glaucoma no GDx.: OD Image  Q=86%Todos nós sabemos da gravidade deste problema. Mas agora, com os últimos avanços tecnológicos, acaba de chegar ao Brasil um importante aliado da tonometria (medida da pressão ocular), da oftalmoscopia (avaliação do nervo óptico) e da campimetria computadorizada (pesquisa do campo visual): é o Analisador de Fibras Nervosas GDx. Este exame, que incorpora a tecnologia conhecida como scanning laser polarimetry, utiliza um feixe de luz emitido por laser de baixa intensidade. O feixe de luz é refletido pela camada de fibras nervosas do fundo do olho e detectado por um polarímetro que, com o auxílio do computador, fará a análise quantitativa da camada de fibras nervosas.

A campimetria computadorizada só detecta alterações provocadas pelo glaucoma quando cerca de 40% das fibras nervosas se perderam. Assim o GDx pode detectar de forma fácil, rápida (menos de 3 minutos) e confortável (não há necessidade de se dilatar a pupila) a lesão glaucomatosa do nervo óptico antes da campimetria e antes mesmo que o paciente venha a sentir qualquer sintoma da doença.

Fonte: CPVI