CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

Tel: (11) 3256 3368

E-mail: cpvi@cpvi.com.br

Quarta, 22 de Novembro de 2017 - Boa tarde!
Óculos / Lentes
Acupuntura
Artigos Diversos
Baixa Visão
Cirurgias Oculares
Dependências
Editorial
Espiritualidade
Exercícios Oculares
Funções dos olhos
Homeopatia
Iridologia
Medicina psicossomática
Palestras
Qualidade de Vida
Vídeos
Eventos
Links
Depoimentos
Faça sua adesão na CPVI

Funções dos olhos

O olho humano


Os olhos humanos, assim como da maioria dos animais predadores, estão localizados na parte frontal da cabeça. Os dois olhos, trabalhando em conjunto, fornecem ao cérebro uma quantidade significativa de informações essenciais: ambos vêem um objeto mais ou menos na mesma altura, mas a partir de dois pontos diferentes, em ângulos ligeiramente distintos.

Essas duas imagens separadas são enviadas ao cérebro, que as junta em uma só e percebe o objeto em 3 dimensões. 
 

Os dois olhos trabalhando em conjunto oferecem uma visão muito mais acurada do que um olho trabalhando sozinho.  A perda temporária da visão em um dos olhos leva à dificuldade para avaliar a distância exata dos objetos, porém, se a perda for permanente, o cérebro pode adaptar-se após certo tempo  e a visão tornar-se quase normal.
 

Introdução
O olho, ou globo ocular, é um dos órgãos dos sentidos mais sofisticado e desenvolvido nos seres humanos, apresentando alta sensibilidade e precisão maiores do que a da maioria dos animais. Os dois olhos humanos são protegidos pelas proeminências ósseas do crânio e pelas pálpebras. As pálpebras são formadas por um tecido músculo-fibroso, revestido externamente por pele e internamente pela conjuntiva.
 

Os cílios são os pêlos finos que se encontram na borda das pálpebras. Também têm função de proteção, já que impedem que pequenas partículas cheguem ao globo ocular.  As sobrancelhas, acima do olho, também apresentam uma função parecida.
 

Os músculos oculares se situam ao redor do globo ocular. Sua contração, que pode ser controlada voluntariamente, permite ao olho rodar em qualquer direção e aumentar, assim, o campo visual em torno de 180 graus.
 


 

Estruturas externas do olho humano

Estruturas externas
Córnea
A córnea é parte da camada externa do olho e equivale ao vidro de um relógio; 
Apresenta as seguintes  funções:
• Transmissão e refração da luz. Funciona como uma lente que, associada ao cristalino, compõe o sistema óptico responsável por focalizar as imagens na retina;
• Proteção da parte anterior do globo ocular.
 

Conjuntiva
A conjuntiva é uma membrana transparente e delgada que recobre a parte branca do olho e internamente as pálpebras. Tem como função a defesa da superfície ocular contra agentes externos e a manutenção da lubrificação ocular.
 

Íris
Além de dar cor aos olhos – castanho, verde ou azul -, a íris tem a grande função de controlar a intensidade de luz que chega dentro do olho. Isto porque funciona como a abertura de uma máquina fotográfica. A íris tem uma pequena abertura bem no seu centro chamada de pupila, por onde passam os raios luminosos para o interior do globo ocular.
O tamanho da pupila é determinado pela contração e relaxamento dos músculos da íris e varia conforme a intensidade da luz:
• tornando-se mais dilatada quando há pouca luz (para que mais luz chegue até a retina);
• estando mais contraída (fechada) quando há muita luz, para diminuir a intensidade de luz que chega no interior do olho.
 

Esclerótica ou esclera
É a "parte branca" que delimita a porção colorida do olho. A esclerótica ou esclera é responsável pela manutenção da forma do olho e pela proteção das estruturas oculares, já que tem uma consistência mais rígida.
 

Cristalino
O cristalino tem a importante função de regular o foco dos objetos conforme a distância que eles se situam do olho (como se faz com um binóculo), permitindo a visão precisa de objetos próximos e distantes. Com o passar dos anos, o cristalino perde sua elasticidade e a capacidade de mudar sua forma.  Por isso, muitas pessoas a partir dos 40 ou 50 anos necessitam de óculos para perto, especialmente para leitura, com o objetivo de compensar esta perda visual chamada, tecnicamente, de presbiopia. A perda da transparência (opacificação) do cristalino, também freqüente em pessoas idosas, é chamada de catarata e freqüentemente leva à cegueira.
 


Estruturas internas
Retina
A retina é um tecido fundamental para o funcionamento do olho e trabalha como o filme numa máquina fotográfica: a imagem é focalizada diretamente nela, que reveste os 2/3 posteriores na parte interna do olho. Sua função é receber as imagens, formá-las e enviá-las para o cérebro. As imagens se formam com maior nitidez na  mácula, sendo mais precisas ainda na fóvea  (região central da mácula).
 

Nervo óptico
O nervo óptico é a continuação das células nervosas da retina. Sua função é levar as imagens captadas na retina para o cérebro para formar a visão.
 

 
Paciente sendo examinada com o oftalmoscópio

Métodos de visualização da retina
A retina pode ser visualizada pelo oftalmologista através da pupila. Isso pode ser feito por meio de instrumentos oftalmológicos mais simples, como o oftalmoscópio, bem como através de métodos mais sofisticados.
 

Fluidos intraoculares
O olho é preenchido pelo líquido intraocular, que mantém pressão suficiente no globo ocular para que fique distendido e com formato esférico. Esse líquido pode ser dividido em duas porções: humor aquoso e humor vítreo. O equilíbrio entre a formação e a reabsorção do humor aquoso regula o volume total e a pressão do líquido intra-ocular.
 



Medição da pressão intraocular: tonometria
Pelo fato de não ser prático introduzir uma agulha dentro do olho do paciente para medir a pressão intra-ocular, essa pressão é medida clinicamente por meio de um dispositivo apropriado chamado de tonômetro. A córnea é anestesiada localmente e a base do tonômetro é colocada sobre a córnea.  Uma pequena força é aplicada no êmbolo central, fazendo com que a parte da córnea situada abaixo do êmbolo seja empurrada para dentro.  A quantidade desse deslocamento é registrada na escala do tonômetro e este, por sua vez, é calibrado em termos de pressão intra-ocular.
 

 

 
Camadas do filme lacrimal

O filme lacrimal
O filme lacrimal, também conhecido como lágrima, é o mecanismo natural do organismo para proteger a superfície ocular contra infecções e contra os efeitos corrosivos da sujeira, poeira e outras partículas aéreas. Elas ajudam a criar uma superfície regular, de forma que a visão permaneça clara e sem distorções, proporcionando uma sensação de conforto nos olhos. As lágrimas fornecem uma superfície úmida e lubrificada, que se mantêm sobre o epitélio corneano.
O filme lacrimal é composto por três camadas:
• A camada mais externa, oleosa, previne a evaporação excessiva da lágrima;
• A camada do meio, aquosa, mantém o olho umidificado;
• A camada interna mucosa forma a ligação entre o filme lacrimal e o epitélio corneano.
 

Funções das lágrimas
• Fazer da córnea uma superfície óptica, lisa e regular, favorecendo a precisão da visão;
• Umedecer a córnea e a conjuntiva;
• Inibir o desenvolvimento de microorganismos no olho.
 

Uma produção adequada de lágrimas é importante para a manutenção da saúde, do conforto e da capacidade de controle de infecções no olho. A deficiência na produção das lágrimas ou de qualquer um dos elementos componentes no filme lacrimal pode produzir o que se chama de olho seco.