CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

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Domingo, 23 de Julho de 2017 - Bom dia!
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O Poder da Palavra

O que nos diferencia seres humanos dos animais é a capacidade que temos de falar, de expressar nossos pensamentos, sentimentos, dúvidas, enfim é a nossa habilidade de fazer o uso adequado da palavra que nos leva a exercer uma influência no mundo que nos cerca. Seja através de um elogio ou de um comentário positivo sobre a ação de uma pessoa, somos capazes de proporcionar uma melhora no seu dia, e como conseqüência gerar uma corrente positiva em todos que nos rodeiam. Isto acontece porque ao melhorar a auto-estima, o senso de reconhecimento e apreciação, faz a pessoa valorizar melhor o próprio potencial. Ao contrário, uma crítica, uma observação negativa, uma palavra mal utilizada pode ter como conseqüência criar uma ferida, um ataque à identidade, causando danos muitas vezes mais difíceis de serem reparados do que uma agressão física. Uma palavra pode atingir o cerne, a alma de uma pessoa que tem uma sensibilidade extrema que se compara a um cisco de areia que entra no olho gerando um desconforto, uma dor, que só é melhorada mediante a retirada do corpo estranho.

Devemos pensar antes de nos pronunciarmos, sermos cautelosos ao se dirigir a uma pessoa, aperfeiçoarmos nossa sensibilidade para que enxerguemos o outro, evitando desta maneira que nós possamos atingir o outro. Quando nos dirigimos às crianças, certas mensagens podem ter um impacto desastroso dependendo do tom da fala, das palavras expressas e do momento presente. Recordo-me de pessoas referindo que de tanto ouvirem “você não faz nada certo”, “você só me causa problemas”, “você não presta atenção”, internalizaram um sentimento de derrota por se sentirem “perdedores”, sensação esta que perdura ao longo da vida.

Ao usar uma palavra inadequada ao se fazer um comentário depreciativo, a razão pode ser por ciúme, inveja daquela pessoa, mas pode também ser uma maneira de sentir-se superior ao outro, com o objetivo de exercer ou manter certo controle sobre a outra pessoa. Quanto mais nos apercebermos da maneira como falamos, sem sermos levados pela impulsividade, ou pela fala não pensada, mais estaremos aptos a ajudar na construção de seres humanos mais plenos, menos machucados, com almas mais aptas a desenvolverem seus potenciais.

 Autor: Dr Laércio Motoryn