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Domingo, 23 de Julho de 2017 - Bom dia!
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Dependências

Novas tecnologias, novos vícios


Álcool, tabaco, jogo, sexo ou drogas. Estas são as dependências mais conhecidas e censuradas pela sociedade. Mas há outros vícios freqüentemente aceitos que podem ser igualmente nocivos, como a dependência ao telefone celular, ao computador, a Internet ou mesmo ao trabalho. Fruto das novas tecnologias, estas manias não são tóxicas, mas reduzem nossa liberdade e alteram nosso comportamento social.

As novas tecnologias não apenas tornam nossa vida mais fácil, também produzem mudanças nos hábitos. Seu uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como o vício em Internet ou telefone celular, surgido há pouco mais de dez anos, embora em países como EUA tenha uma trajetória mais longa.

Um fato importante é que o consumo excessivo destas tecnologias se emoldura dentro dos padrões da sociedade moderna, por isso o indivíduo não costuma ser consciente de seu problema. Assim, as pessoas afetadas, embora percam seu poder de autocontrole, não costumam pedir ajuda.

O caso mais extremo das conseqüências que pode ter a dependência nas novas tecnologias aconteceu há poucos dias quando um jovem de 28 anos morreu de um ataque cardíaco, após passar cinqüenta horas seguidas jogando computador em um "cibercafé". Segundo a Polícia da cidade sul-coreana de Daegu, o rapaz passou suas últimas horas "enganchado" a um jogo de estratégia com o qual estava obsessivo. Apenas parava para ir ao banheiro, até que finalmente o esgotamento acabou com seu coração.

Por sorte, estes fatos não ocorrem todos as dias. Mas é certo que as pessoas inseguras, imaturas, incapazes de resolver problemas, instáveis emocionalmente ou com tendência a buscar o prazer de forma imediata são as mais inclinadas a cair na dependência no uso de Internet ou telefone celular.

Estes meios são o ingrediente perfeito para se evadir da realidade estressante e compensar, de maneira fictícia, nossas carências. Assim, o que começa como uma solução, acaba se transformando em uma conduta obsessiva, que origina o abandono das obrigações familiares, trabalhistas e culturais. No entanto, hoje o problema é que esta patologia é cada vez mais freqüente nos jovens.

No princípio, os usuários da rede eram empresários e profissionais, aumentando paulatinamente para a população em geral, sendo os mais jovens os que têm maior risco de vício, especialmente os adolescentes. A telefonia celular, em constante desenvolvimento, facilita agora o acesso a chats de Internet e são esses adolescentes os que cada vez mais dispõem de celulares.

Fonte: Por María Guillén (EFE)