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Quinta, 21 de Dezembro de 2017 - Bom dia!
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Baixa Visão

Filme “Ensaio sobre a Cegueira” gera dúvidas em pacientes

Nos consultórios oftalmológicos, a pergunta mais freqüente ouvida pelos médicos, após a estréia do Ensaio sobre a Cegueira, é se os casos de cegueira súbita são comuns. "Qualquer um pode ser acometido pela súbita falta de visão em meio ao caótico trânsito de São Paulo?",questionam os pacientes.

Quem já assistiu ao filme Ensaio sobre a Cegueira do cineasta Fernando Meirelles sai do cinema impactado de várias maneiras. O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa. Após este primeiro episódio, uma a uma, cada pessoa com quem ele se encontra - sua esposa, seu médico, até mesmo o "aparentemente bom samaritano" que lhe oferece carona para casa - terá o mesmo destino. À medida em que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da "cegueira branca" são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer...

Nos consultórios oftalmológicos, a pergunta mais freqüente ouvida pelos médicos, após a estréia do filme, é se os casos de cegueira súbita são comuns. "Qualquer um pode ser acometido pela súbita falta de visão em meio ao caótico trânsito de São Paulo?",questionam os pacientes. Segundo o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, quando a visão diminui ou desaparece nos dois olhos, ao mesmo tempo, como no filme Ensaio Sobre Cegueira, os motivos são, na maioria das vezes, de ordem neurológica. "O olho é uma extensão do sistema nervoso central. Um quadro neurológico agudo pode ocasionar cegueira súbita. Entre os problemas neurológicos, a enxaqueca é uma das causas mais comuns. Algumas enxaquecas podem causar cegueira transitória", explica o médico. Nestes casos, passada a cefaléia, a visão se normaliza. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia, a enxaqueca com aura  - alterações de visão - acomete de 10% a 15% dos pacientes, e os casos de cegueira parcial são raros. Os de cegueira total, então, são raríssimos.

Além das enxaquecas, algumas doenças sistêmicas também podem levar à perda de visão. Pacientes que sofrem de hipertensão arterial e que apresentam colesterol alto são mais propensos à baixa de visão, que pode ser repentina e total. "Uma queixa comum  dos pacientes hipertensos é o aparecimento de moscas volantes, que podem ser descritas como pontos pretos, manchas escurecidas ou fios que se assemelham às teias de aranha, observados principalmente quando o paciente olha para uma parede branca ou para o céu claro ", conta o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

No caso das doenças sistêmicas, o diabetes também é fator de risco, pois afeta a retina, e pode deteriorar a visão da noite para o dia. Uma das mais sérias comorbidades do diabetes é a retinopatia diabética, caracterizada por alterações vasculares, lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e a perda da acuidade visual.

Pacientes que apresentam miopia alta - que usam lentes corretivas com mais de dez graus - também têm maior predisposição para a cegueira súbita, mas neste caso, é possível prevenir o problema. "É preciso fazer rotineiramente um exame de retina", explica o oftalmologista Eduardo de Lucca.

Além dos fatores já citados, outras razões podem provocar a perda de visão subitamente, como inflamações do nervo óptico, das meninges, deslocamento de retina, obstrução de veias e artérias ligadas ao globo ocular e o glaucoma. "A cegueira súbita acontece com mais freqüência em apenas um olho. E em muitos desses casos, o paciente pode não perceber claramente a baixa de visão", alerta Eduardo de Lucca.