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Espiritualidade

Espiritualidade e Religiosidade na saúde


Despertando um interesse cada vez maior em todo o mundo, o tema é foco de um núcleo de estudos criado recentemente no HIAE.

Ainda não há respostas conclusivas a respeito dos mecanismos que fazem com que pessoas religiosas ou com espiritualidade mais desenvolvida adoeçam menos ou respondam melhor aos processos de recuperação. Mas o fato é que isso acontece, e são inúmeros os estudos que o comprovam. O tema, que vem despertando interesse crescente no meio médico internacional, é o foco do Núcleo de Estudos sobre Religiosidade - Espiritualidade em Saúde (Neres), criado no início do ano, vinculado ao Grupo de Dor e Cuidados Paliativos do HIAE.

O Neres começou a ser articulado por três médicos que já realizam estudos nessa área e têm familiaridade com o tema, os doutores Marcelo Saad, fisiatra e acupunturista; Mário Peres, neurologista; e Fábio Nasri, geriatra. Hoje, é integrado por vários outros especialistas da prática médica e pretende ampliar sua composição, mobilizando um número cada vez maior de profissionais de diferentes áreas do HIAE para debater o assunto.

O Neres também desenvolverá pesquisas e dará apoio à prática Médica e Assistencial no cuidado ao paciente internado. “A religiosidade é um aspecto inerente a cada indivíduo e queremos resguardar condições adequadas para que ela seja exercida. Isso não significa transformar o hospital em um templo, mas não queremos que ele seja feito apenas de pedras”, afirma o Dr. Elias Knobel, vice-presidente de Prática Médica do HIAE e diretor emérito e fundador do Centro de Terapia Intensiva.

A iniciativa, segundo ele, reforça o programa de humanização, implantado pioneiramente pelo Einstein. “Embora existam algumas evidências, a rigor não há estudos definitivos sobre os efeitos da espiritualidade na recuperação de pacientes. O certo é que ela tem reflexos benéficos, trazendo conforto e bem-estar para pacientes e familiares, contribuindo para o cuidado com as pessoas, numa visão holística da saúde”, diz o Dr. Knobel.

Evidências Científicas

A associação entre espiritualidade e saúde está documentada em inúmeras pesquisas científicas. Os primeiros trabalhos nessa área começaram a ser feitos nos anos 80 e vêm evoluindo em todo o mundo. “Há evidências de que pessoas com espiritualidade bem desenvolvida tendem a adoecer menos, a ter hábitos de vida mais saudáveis e, quando adoecem, desenvolvem menos depressão e se recuperam mais rapidamente”, afirma o Dr. Marcelo Saad.

Segundo ele, a espiritualidade contribui para a melhora da saúde graças a vários fatores, “Ela proporciona um melhor estado psicológico, ampliando a capacidade de lidar com problemas e reduzindo o estresse. Isso gera um equilíbrio das funções orgânicas controladas pelo sistema nervoso, como a produção de hormônios e a imunidade”. Explica.

As doenças relacionadas ao estresse, especialmente as cardiovasculares são, aparentemente, as que mais se beneficiam dos efeitos de uma espiritualidade desenvolvida. Mas há estudos importantes que mostram sinais benéficos em vários outros grupos de pacientes.

O médico norte-americano Zachary Simmons e outros pesquisadores do Penn State Milton S. Hershey Medical Center (EUA), por exemplo, demostraram a co-relação entre a religiosidade e a qualidade de vida em pacientes portadores de exclerose lateral amiotrófica. O especialista em geriatria e psiquiatria da Universidade de Duke (EUA), Harold Hoenig, catedrático e fundador do Centro de Estudos de Religião da instituição, lidera várias pesquisas que demonstram que a fé faz bem à saúde. Elas relacionam crenças e práticas religiosas à redução de índices de suicídio, ansiedade, depressão e melhora de vários aspectos da vida de pacientes. A questão ganhou tal relevância nos Estados Unidos que, atualmente, a maioria das escolas de medicina daquele país oferece cursos regulares ou opcionais sobre Espiritualidade e Saúde. No Brasil, também há cursos do gênero e várias pesquisas sobre o tema.

“As evidências já dão respaldo ao médico para recomendar a prática espiritual aos pacientes que têm esse aspecto desenvolvido”, diz a Dra Ana Cláudia Arantes, geriatra e coordenadora do Grupo de Dor e Cuidados Paliativos. “A espiritualidade pode influenciar a qualidade de vida e proporcionar melhor aderência ao tratamento e controle das doenças.”

O Neres pretende formular projetos de estudos na área. “O Instituto do Cérebro mostrou interesse no assunto e tem meios para observar o funcionamento do sistema nervoso e medir o efeito da meditação, por exemplo,” antecipa o Dr. Marcelo Saad.

AS AÇÕES DO NERES
Coletar, organizar e divulgar informações científicas sobre os efeitos biológicos da fé.
Entender como esse conhecimento, que vem moldando a prática médica e assistencial moderna, pode ser aproveitado no HIAE.
Indicar colaboradores para difusão do conhecimento por meio de palestras em reuniões clínicas do HIAE, sempre mediante convite.
Apoiar o levantamento pró-ativo das necessidades espiritualistas dos pacientes internos.
Apoiar a assistência espiritualista aos internos do HIAE. Se pertinente, sugerir diretrizes para essa rotina.

Fonte: Revista Médico Einstein