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Espiritualidade

Construtores & Destruidores - um contraste nos legados

Vários masechtos (tratados do Talmud) são concluídos com a declaração que talmidei chachamim aumentam a paz no mundo, citando o passuk “E todos os seus filhos serão alunos de Hashem e abundante será a paz de vossos filhos” (Isaías 54,13). “ Não leia “banayich – seus filhos,” diz a Gemará, mas “Bonayich – seus construtores”.

Mais do que um jogo inteligente de palavras, estas linhas transmitem uma mensagem profunda que se torna mais significativa quando comparamos o impacto dos eruditos em Torá nas futuras gerações com aquele dos mestres em outras disciplinas. Isto se tornou especialmente evidente quando li um artigo com a sinopse da contínua inundação de literatura desbancando grande parte da psicologia freudiana. Por anos pesquisadores têm questionado as teorias fundamentais de Sigmund Freud, a psicologia revisada neo-freudiana, bem como a validade e objetividade da pesquisa original de Freud. Além disso, muitos autores apontam para a infelicidade e violência que estamos experimentando, apesar de conquistarmos a liberação pessoal como resultado do descarte das inibições que, segundo Freud, deveria vir acompanhado de uma era de felicidade e realizações. Existe um sentimento crescente no sentido de que da mesma forma como testemunhamos a queda de Marx e do Marxismo, assim estamos olhando para a morte da compreensão de Freud sobre a personalidade humana.

Quão diferente é o legado dos Gedolei Toráh que eternamente transformam as pessoas para melhor. Quanta preocupação pelos outros, bondade, harmonia pessoal e comunitária e enriquecimento espiritual ainda estão sendo gerados porque o Ba’al Shem Tov, o Gaon de Vilna e o Chofetz Chaim uma vez estiveram aqui e disseminaram os seus ensinamentos! Quanta riqueza em Torá, avodá e chessed! Quantas vidas foram tocadas, inspiradas e tornadas inteiras pelo legado de qualquer um daqueles que o Klal Yisroel reconheceu como Gedolim, em qualquer geração!

Em contraste, o legado dos gênios seculares – muitos dos quais eram judeus que poderiam ter usado seus talentos em empreendimentos direcionados para a Torá – foi de destruição, churban!

Existe uma maneira de se estimar quantas vidas foram destroçadas e famílias destruídas como resultado direto - e efeito amplo - dos ensinamentos de Freud? E, todavia, ainda não chegamos ao final deste processo.

Existe um cômputo de quantos milhões de pessoas foram mortas em nome dos ideais de Karl Marx? Existe uma maneira de se estimar quantas vidas foram destroçadas e famílias destruídas como resultado direto – e efeito amplo – dos ensinamentos de Freud? E, todavia, ainda não chegamos ao final deste processo.

Mesmo se, por agora, colocássemos de lado os ensinamentos dos teóricos filosóficos, políticos e sociais, e considerássemos as ciências exatas perseguidas em nome da expansão na compreensão do mundo físico pelo homem, não podemos negar que enquanto novos horizontes em termos de conhecimento foram desvelados, ao mesmo tempo, estas descobertas expandiram o poder de destruição do homem exponencialmente. As teorias de Einstein, por exemplo, tornaram possível a criação de armas nucleares. Além das vidas propriamente ditas que foram perdidas com as bombas atômicas e a radiação, quanto terror foi liberado pela mera ameaça da destruição nuclear durante a guerra fria. Quanto perigo ainda se oculta da humanidade com a proliferação contínua de armas nucleares nas nações em desenvolvimento!

Inovações foram lançadas em nome da pesquisa científica objetiva, preocupação humanista e avanço tecnológico. Teorias visionárias e os movimentos que geraram haviam sido designados para criar um mundo melhor, para moldar um ser humano melhor. No entanto, todos resultaram como buscas ilusórias.

Como pode ser que os esforços destes bandeirantes, em contraste direto com aqueles dos líderes de Torá, deram tão errado?

QUANDO A LIÇÃO E O PROFESSOR SÃO UM

Uma das diferenças fundamentais entre personalidades da Torá e autoridades seculares está na sua conduta pessoal. Ninguém jamais mereceu ou conseguiu o respeito de Klal Yisroel, ou ingressou nos anais da História judaica como um Gadol, a não ser que, além de ser preparado em todas as áreas de Torá, ele fosse também um tzaddik – uma pessoa de caráter santo. Na liderança judaica, não se pode divorciar a conquista intelectual da justiça pessoal e do comportamento ético. A marca registrada de um Gadol sempre foi que quanto mais alguém remexe a sua vida privada e suas atividades diárias e mundanas, tanto mais ficará perplexo com ele. Quanto mais próximo alguém se encontra de um Gadol, mais ele conseguirá enxergar a sua fé, seu desprendimento e sua bondade.

Na liderança secular, o assunto é outro. Não estamos nos referindo meramente a líderes políticos, sobre os quais aprendemos tanto nos anos recentes – até demais, deve-se dizer; estamos nos referindo aos líderes intelectuais no mundo ocidental moderno.

Num livro recente, Intellectuals, o historiador britânico Paul Johnson examina as vidas dos grandes pensadores que moldarem o pensamento e os valores da sociedade ocidental por vários séculos passados. (Entre eles estão Rousseau, Marx, Tolstoi, Russel e Sartre). Ele registra como eles conduziram vidas que eram moralmente falidas e degeneradas. Eles eram corruptos em suas relações pessoais, usavam e abusavam das pessoas mais próximas a eles, eram caçadores de glória vãos, e eram descuidados, se não criminosos, quando se tratava do dinheiro dos outros. Johnson questiona o sentido de tais pessoas promulgarem teorias supostamente baseadas em sua busca objetiva pela verdade. No entanto, eles emergiram como os profetas e líderes da idade moderna.

Que distancia das vidas dos Gedolim! Milhares de histórias atestam a sua santidade, desprendimento, preocupação pelos outros e apreensão em fazer mau uso de um tostão sequer que não fosse deles. Há alguma surpresa quanto à divergência dos legados que eles deixaram para trás?

O TESTE DO TEMPO

Cada teoria ou movimento colocado em prática nos vários séculos passados tem algum mérito e cumpriu alguma promessa por melhorias, no entanto, em última análise, cada um deles ruiu, pois a falsidade não perdura. O problema é que pode demorar muitos anos ou mais para que este colapso ocorra e, no meio tempo, gerações inteiras são destruídas. A humanidade sendo jogada em mares bravios de idéias, não tem um teste de litmo para validar uma idéia. Mas nós, os judeus, que temos a Torá e as previsões dos Gedolei Yisroel, podemos e devemos poupar-nos da dor de um mundo desequilibrado.

Talvez possamos ver os ‘ídolos’ ideológicos caídos do passado com certo grau de objetividade, mas é muito mais difícil lidar com as formas mais novas de idolatria. Gostaria de chamar a atenção para algo que poderia liderar a candidatura para a posição – um fenômeno que esta invadindo a humanidade lentamente: a tecnologia.

TECNOLOGIA – IDOLATRIA E DESUMANIZAÇÃO DO HOMEM

Estamos num novo estágio de idolatria do homem que tem progredido por vários séculos. Neste ponto, a ênfase na tecnologia tornou-se tão ascendente que está substituindo até a visão secular humanista do homem, que dominou o pensamento moderno por algum tempo.

Num artigo da revista Commentary de agosto de 1992 intitulado “O Futuro do Judaísmo Americano”, Irving Kristol descreve os efeitos catastróficos do Humanismo Secular sobre a qualidade de vida moral. Mesmo ele, um judeu secular, se mostra perplexo ao escrever:

Quais foram especificamente (e são) os ensinamentos deste novo impulso espiritual filosófico? Eles podem ser somados em uma única frase: O homem se faz... Meramente por incorporar a palavra “secular” em sua auto- identificação, não quer dizer que não possa ser vista como uma religião competitiva – embora seus seguidores fiquem ressentidos e resistam a qualquer descrição do tipo. Tal ressentimento e resistência são, naturalmente, uma conseqüência natural de enxergar o mundo humano através de óculos “seculares”. Porque o humanismo secular que tem, desde o início, incorporado a visão científica moderna do universo, sempre se sentiu – e atualmente ainda se sente – “liberado” de qualquer perspectiva religiosa. Mas o Humanismo Secular é mais do que ciência, porque ele procede em fazer todo tipo de inferências sobre a condição humana e as possibilidades humanas que não são científicas em nenhum sentido. Estas inferências são metafísicas e, em última análise, teológicas.

“PE’OR” – UM MODELO PARA OS EXCESSOS ATUAIS

As mudanças e transtornos dos anos 60 e 70 foram brilhantemente definidos pelo finado Mirrer Rosh Hayeshiva, Rabino Chaim Shmulevits, l “oz, em um de seus shmuessen publicados. Em seu argumento sobre Parshas Pinchas, ele caracteriza aquelas tendências como uma forma de idolatria análoga a Pe’or. Como Rashi explica, o Baal Pe’or era idolatrado de uma maneira estranha. Os devotos defecavam no ídolo, um ato básico e sem sentido. Mas o Reb explica que o conceito subjacente desta idolatria era a idolatria ao homem em si e ao extremo, em essência dizendo, “ Eu sou o maior, e tudo ou qualquer coisa que eu fizer é esplendida”, ou “Faça o que tem de fazer, não importando o que seja, e será grandioso”, desafiando todos os padrões convencionais de comportamento. O Reb Chaim aplicou esta análise ao comportamento radical do período, quando qualquer forma de conduta, fosse nobre ou obscena, pervertida ou violenta, era validada e aceita.

Penso que agora estamos ingressando numa era que está alcançando outro nível de idolatria do homem. No passado, o homem era idolatrado e um status especial lhe era dado como ser humano, muito embora o foco recaísse tanto no aspecto animal do homem, como em sua dimensão mais exaltada.

Agora, no entanto, na medida em que idolatramos a tecnologia, o homem está sendo reduzido a uma “coisa”. Pois a tecnologia ascendeu de ferramenta do homem para se transformar em seu mestre, convertendo os seres humanos a meras funções binárias. E durante o processo, desvalorizamos o homem em algo onde se cultivam partes do corpo.

Technopoly - o título de um livro recente - traça o desenvolvimento histórico da tecnologia, de sistema de suporte da tradição cultural a competidora com a tradição e, finalmente, à criação de uma ordem totalitária com absolutamente nenhum uso para a tradição.

Technopoly – o título de um livro recente é o nome dado a este novo estágio de desenvolvimento pelo autor, Professor Neil Postman, Presidente do Departamento de Comunicação da New York University. O livro faz soar um alarme, alertando os Estados Unidos a não se transformarem numa technopoly – na qual a tecnologia é o mestre tirano do homem.

Postman traça o desenvolvimento histórico da tecnologia, originalmente como sistema de suporte da tradição cultural, à competição com a tradição e, finalmente, criando uma ordem totalitária com absolutamente nenhum uso para a tradição. Ele examina as maneiras como a tecnologia tiraniza tudo, da prática médica à lei, e até a religião. Enquanto a habilidade na recuperação da informação é realmente excepcional hoje em dia, nem por isso ela deixa de diminuir as habilidades, a memória e a experiência humana.

Decisões sobre vida e morte na medicina, na lei, situações militares estão sendo feitas de maneira crescente por computadores, ignorando o fator humano que agrega paixão, empatia e outras dimensões morais cruciais ao assunto.

AS DUAS DIMENSÕES DE ADÃO

Para os judeus ortodoxos, existem dois aspectos no homem, sendo que ambos são inferidos do mesmo nome ,da, Adam (baseado no Sh’la Hakadosh, Vol I, Toldos Adam, pg. 3). Se um homem vive espiritualmente ligado a D’s, o nome Adam deriva de “Adama l’Elyon – Eu quero tentar ser como D’s”. No entanto, se um homem danifica os seus elos espirituais e vive meramente como um ser terreno, seu nome deriva de adamá – Terra – da qual ele foi moldado e para a qual ele há de retornar.

Esta escolha de enfoques determina uma perspectiva fundamental que afeta tudo o que o homem faz e impacta no seu relacionamento com outros seres humanos e com o mundo físico/animal no qual ele vive.

Num artigo de 1976 que escrevi para o Jewish Observer acerca do assunto da eutanásia, (“morte misericordiosa”), que baseei na literatura e em estudos disponíveis da época, eu apontei que a sociedade estava indo além da aceitação da morte cerebral como critério para puxar o fio da tomada, assumindo que uma doença grave ou até idade avançada fossem motivos suficientes para o término de uma vida humana. Na época, o artigo foi taxado de alarmista e irreal; muitos leitores descartaram a premissa como incrível.

Hoje, o incrível marco foi alcançado. Testemunhe o debate em torno do “Dr. Morte” (Kevorkian) e seus suicidas assistidos, em como políticos não têm problema algum em dizer que pessoas de idade devem “abrir espaço” para os mais jovens. Por incrível que possa parecer, podemos vislumbrar um tempo no qual, como resultado de recursos limitados de saúde, esta abordagem será aceita como regra geral. Não é irônico que a própria tecnologia criada para prolongar a vida nos força a ficarmos envolvidos em terminá-la! Estamos, então, vivendo numa sociedade que pode acabar com a vida nas duas extremidades do ciclo – numa ponta, como uma questão do direito da mulher de “escolher” e, na outra, para aliviar a sociedade de uma carga indefensável. Com certeza, este fenômeno reflete uma perda geral de reverência pela vida humana – facilmente evidenciada, também, na crescente violência da sociedade atual. Pois na medida em que a tecnologia nos ensina a quantificar todas as experiências, deixamos de valorizar e santificar a vida como um tesouro dado por D’s, e passamos da profanação aos mortos para a profanação da vida.

O PONTO DE POUCO RETORNO

Quando a primeira estrada de ferro chegou perto da cidade de Kotzk, conta a história que o Rebbe da cidade foi levado para ver o trem. Os guias entusiasmados descreviam a velocidade da viagem e quão rápido as pessoas poderiam ir daqui até ali. Ao que o Rebbe respondeu perguntando, “Vu loift men? – Para onde eles estão correndo?

A tecnologia ascendeu de ferramente do homem para se transformar em seu mestre, convertendo os seres humanos a meras funções binárias. E durante o processo, desvalorizamos o homem em algo onde se cultivam partes do corpo.

Chegamos ao terminal – o ponto final de toda a correria e a questão ainda exige uma resposta. A velocidade com a qual os computadores podem trabalhar está além da necessidade da maioria das situações (E se produzimos TV com 500 canais, será impossível que qualquer pessoa veja algo com significado. Ao que parece, nossos vizinhos desafortunados estão pensando em assistir quatro ou seis programas numa tela dividida, acompanhando a nenhum deles e descendendo para a esquizofrenia recreativa... como tudo é uma questão de progresso.)

Computadores que foram feitos para facilitar o trabalho do homem e tornar as coisas mais fáceis para ele, se transformaram em ferramentas de escravização. Pessoas são forçadas a uma carga horária maior, para trabalhar sob muita pressão como nunca foi visto antes. Os domínios discretos da noite e do dia não são mais honrados. E quanto a deixar o escritório para trás, não há escapatória, pois – como nunca nos é permitido esquecer: “Estamos todos conectados.”

Houve um tempo quando se pensava que a tecnologia era uma cura para qualquer coisa que nos afligisse, mas agora, torna-se evidente, que se tratava de uma falsa esperança. A tecnologia não pode curar ou mudar a condição humana básica. Ela não pode conferir significado onde não há nenhum. Enquanto pode criar mais jogos e experiências “divertidas”, ela não pode criar a felicidade. Enquanto resolve alguns problemas, cria problemas novos.

De muitas maneiras, a qualidade de vida em nossa nova era cinergética tem deteriorado. A violência sem sentido reportada nos noticiários é assombrosa em sua brutalidade e generalização. A pobreza e a falta de moradia representam a decadência e uma mancha nas duas religiões econômicas básicas: o Capitalismo e o Socialismo.

A magnitude no abuso do uso das drogas e do álcool evidencia amplamente o esvaziamento da alma, apesar do progresso tecnológico incrível.

A indústria do entretenimento, que deveria ser movida para acalmar a alma inquieta do homem moderno, se tornou parte do problema, como fonte de agitação, contribuindo para a violência e o declínio moral da sociedade.

Esta lista pode continuar, na medida em que examinamos o que aconteceu com a pureza do ar que respiramos, com a água e com os alimentos no despertar na marcha inexorável do progresso.

O QUE FAZER?

Nenhum de nós quer rejeitar os frutos do progresso, no entanto não queremos desfrutá-los por intermédio de uma negociação faustosa. Queremos manter nossos pés firmemente cravados na terra, com nossas cabeças acima do nevoeiro. Como primeiro passo, precisamos interiorizar a idéia de que a viagem para o progresso tecnológico se galga na heresia subjacente de que “É minha força e meu poder que criaram toda esta riqueza para mim” (Deuteronômio 8,17). E enquanto pudermos, certamente, fazer uso de nossa inteligência concedida por D’s para melhorar as condições de nossas vidas, devemos lembrar que “D’s lhe deu força para alcançar a sua riqueza” (ibid. 18). Portanto, todas as conquistas do homem têm o objetivo de conduzir à consciência de Hashem e aos serviços dos Seus desejos, ao invés da direção oposta.

Em segundo lugar, devemos, a cada oportunidade, interiorizar – dentro de nós mesmos, de nossas famílias e alunos – uma apreciação para o fato de que apenas aquelas qualidades e valores que são eternos têm importância verdadeira. Devemos fazer tudo o que pudermos para nos isolarmos da insanidade – sim, da insanidade! – que assolou a sociedade como um todo, e entender que, com toda a sua velocidade, eles estão correndo para lugar algum. A maior jornada é aquela que acontece dentro de nós. E conforme as palavras ditas num Siyum Mesechta, “Nós corremos e eles correm; nós corremos para a vida do Mundo Vindouro, enquanto que eles correm para o precipício da destruição.”

Eles estão criando destruição – aqui e no futuro – enquanto que nós que estudamos Torá, estamos constantemente construindo o mundo – aqui, e no Mundo Vindouro.

Devemos fazer tudo o que pudermos para nos isolarmos da insanidade - sim, da insanidade! - que assolou a sociedade como um todo, e entender que, com toda a sua velcidade, eles estão correndo para lugar algum. A maior jornada é aquela que acontece dentro de nós

“Luz eterna foi semeada para os justos e alegria para os de coração puro” (Salmos 97,11). Isto é verdadeiro para este mundo e para o próximo. Aqueles que tiveram a sorte de conhecer tzadikim e Gedolim genuínos reconhecem a verdade contida nestas palavras. Que possamos continuar a semear luz para nós e para nossos filhos e, assim fazendo, produzir os verdadeiros construtores do mundo, até que mereçamos o dia quando “Colheremos com alegria”.

Fonte: BRAFMAN, Aaron. Builders & Destroyers. Jewish Observer, [New York], p. 4-8, Jan. 1995.