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Domingo, 23 de Julho de 2017 - Bom dia!
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Além do Horizonte


Bom humor, atividade física e mental são essenciais para um envelhecimento saudável.

Bom humor é o remédio básico de João Toniolo Neto, professor de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo, para um envelhecimento saudável. Exercícios físicos, bons hábitos alimentares e ocupação mental são as outras prescrições da receita do médico, um dos quatro palestrantes do I Fórum da Longevidade.

Um dos principais enganos que se comete, segundo Toniolo, é pensar que o idoso não deve manter-se em atividade. O médico observa que a pessoa pode não ter mais o “gás”, a energia dos 30 anos, mas continuará contribuindo para a sociedade com sua experiência e ponderação.

O pior mito em que se costuma acreditar, no entanto, é o de que a sexualidade na terceira idade não existe. “Ela é saudável ao idoso e a medicina está aí para dar condições de saúde e disposição física e mental, para que ele possa desfrutá-la.”

Os medicamentos também podem ser aliados para resolver problemas comuns nessa faixa etária, como ansiedade, depressão e insônia. “Antigamente, acreditava-se que isso era próprio da idade e não tinha tratamento”, observa. “Eram preconceitos que faziam com que as pessoas vivessem muito mal.”

Além da prevenção e do bom humor, manter o equilíbrio entre mente e corpo é essencial na idade avançada. “É importante fazer este paralelo porque não adianta ser lúcido, mas travado, ou ter um organismo fantástico, mas com uma cabeça que não ajuda”, ressalta o médico.

Exemplos de pessoas que souberam envelhecer com qualdade, segundo Toniolo, são Caetano Veloso e Chico Buarque, que já passaram dos 60 e se encontram em plena atividade. “No caso deles, há uma diferença positiva entre idade funcional e idade fisiológica”, afirma.

E o inverso também ocorre quando a idade física (real) é superada pela funcional, por isso, de acordo com o especialista, na Geriatria não há recomendações específicas para cada idade e sim para cada indivíduo.

Hoje, o tratamento preventivo não impões condições sacrificantes aos idosos. O papel do médico, segundo Toniolo, é o do parceiro, que ajuda o paciente na mudança de hábitos que irão melhorar sua qualidade de vida. “Primeiro, orientamos para que faça o que considerar mais fácil, como as trocas na alimentação, por exemplo. Depois, indicamos a atividade física que pode ser uma simples caminhada, jardinagem ou subir escadas”, explica.

Toniolo lembra ainda que antes as pessoas procuravam o geriatra aos 70, 80 anos, quando já apresentavam problemas crônicos, difíceis de tratar. Atualmente, a prevenção tem sido feita cada vez mais cedo. “A preocupação com o envelhecimento deixou de ser exclusiva do idoso”, conclui..

Fonte: Informe Publicitário - Revista Veja