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Quarta, 22 de Novembro de 2017 - Boa tarde!
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Qualidade de Vida

A longevidade é uma conquista


Estilo de vida saudável e ativo permitirá desfrutar com prazer e dignidade os anos a mais que iremos viver.

“Quem não quiser envelhecer tem de morrer cedo”, mencionou em tom provocativo o médico Alexandre Kalache, chefe do Programa de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde, na abertura de sua palestra no I Fórum da Longevidade. Na verdade, a mensagem de Kalache é que temos de caminhar para o envelhecimento de uma forma positiva, porque a longevidade é a perspectiva de um número cada vez maior de pessoas, em todo o mundo.

Como representante da OMS, Kalache destacou a importância dos governos elaborarem políticas públicas voltadas ao bem-estar da população idosa. E alertou para que as pessoas tomem as rédeas de suas vidas, buscando estilos de vida saudáveis e ativos, se quiserem chegar e ultrapassar os 80 em condições de desfrutar com prazer e dignidade os anos a mais que a vida lhes reservou.

De acordo com o médico, a incapacidade dos idosos está diretamente relacionada ao grau de risco de ser portador de doenças crônicas que cada um vai desenvolvendo ao longo da vida. “Você pode chegar aos 80 anos e ter um risco acumulado baixo. E um outro indivíduo com a mesma idade pode ter até cinco vezes mais risco de desenvolver essas doenças, porque elas estão relacionadas não apenas a fatores genéticos, mas a estilos de vida, aspectos comportamentais ou à forma como a gente está vivendo hoje em dia”, explica o médico.

Durante a 2ª Assembléia Mundial sobre Envelhecimento, realizada em Madri em 2002, a OMS lançou um documento denominado Active Ageing – A Policy Framework, que aponta as perspectivas para um envelhecimento saudável à medida que os anos vão passando. É o chamado Envelhecimento Ativo, que leva em conta o conceito de Esperança de Vida Livre de Incapacidades. “A incapacidade funcional começa a aparecer por volta dos 60 anos, na maioria das pessoas”,esclarece Kalache. “Por isso, precisamos evitar que ela chegue tão cedo ou procurar reabilitar aqueles indivíduos cuja trajetória de vida já está abaixo da linha de incapacidade funcional” (conforme gráfico abaixo). E, para isso, há intervenções que podem ser feitas tanto pela família quanto pela sociedade para colocar de novo essas pessoas acima desse limiar.

O ser humano nasce completamente dependente dos pais e ao longo da infância e da adolescência irá desenvolver sua capacidade funcional, que chegará ao ponto máximo por volta dos 25 anos. É nessa fase que sua capacidade ventilatória cardiovascular, a força muscular e outras habilidades físicas estão no apogeu. A partir da terceira década de vida, começa o declínio dessa capacidade funcional e o homem chega aos 80/85 anos com menos vigor físico do que possuía aos 25 anos.

Um exemplo visível desse fato, citado pelo médico em sua palestra, é o de jogadores de futebol. Muitos, com menos de 30 anos, já não têm mais o mesmo vigor que tinham poucos anos antes, a velocidade cai e começam a ser superados por atletas mais novos, com capacidade funcional maior, como acontece hoje com grandes astros do futebol mundial.

Kaleche lembra, no entanto, que o declínio da capacidade física não está diretamente relacionado à perda de capacidade intelectual. E o fato de já não termos a mesma velocidade para correr, segundo o médico, não é uma questão essencial, porque o idoso pode continuar vivendo bem, de forma independente, contribuindo para a sociedade; sem ser um peso para sua família.

A pirâmide demográfica do Brasil e do mundo começa a se inverter. Com a crescente queda da taxa de fecundidade e o aumento da esperança de vida em cerca de 30 anos no século passado, a previsão é de que em 2050 a população mundial seja de 9 bilhões (505 a mais do que hoje) e o número de idosos com 60 anos ou mais chegue a 2 bilhões (350% a mais). Nos países desenvolvidos esse aumento será de 50%, isto é, passará de 200 milhões para 300 milhões e nos demais países, como o Brasil, essa população idosa irá de 400 milhões para 1,7 bilhão (450% a mais).

“Isto será um imenso desafio para os próximos anos, especialmente para o Brasil”, observa Kalache. “Teremos de dar conta deste aumento de pessoas sob o ponto de vista da estrutura de meio ambiente, educação, alimentação e saúde”, prevê o médico. Na visão do especialista, será preciso que o país desenvolva e coloque em prática políticas sociais adequadas aos idosos, com soluções que não os excluam dos sistemas de saúde e previdência social..

Fonte: Informe Publicitário - Revista Veja