CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

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Quinta, 21 de Dezembro de 2017 - Bom dia!
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Também na Oftalmologia o doente é mais importante que a doença

“Depois de muitos anos de clínica oftalmológica, percebo com certa facilidade que muitas vezes a minha verdade, por mais correta e científica que ela seja, pode não ser a verdade que o paciente está necessitando naquele momento. Então, tenho que ficar aberto e atento ao que o paciente está de fato precisando, sentindo falta. Muitas vezes é só atenção, carinho. E a partir daí fica bem mais fácil ajudar aquela pessoa”.

Estamos conversando com Dr. Laércio Motoryn, oftalmologista, que procura, “sempre que possível” trabalhar com uma abordagem integrativa dentro de sua especialidade.

“Gosto de atender pessoas de baixa visão, problemas bem sérios, que nem sempre agradam ao médico, devido a pouca ou nenhuma possibilidade de recuperação. Se a pessoa gosta de ler, posso indicar lentes especiais para a pessoa conseguir ler ainda que chegando o livro muito perto dos olhos. Ou se o paciente sente necessidade de participar de um grupo, e gosta de jogar cartas, posso indicar este baralho que tem os símbolos bem ampliados, o que pode permitir que o paciente de baixa visão tenha alguns momentos de lazer. Claro que isso não vai melhorar a sua visão, mas pode fazer com que ele se sinta bem e participante de um grupo.”

“E mesmo para esses pacientes eu indico os exercícios do Dr. Bates, do Meir Schneider e outras técnicas. Porque esses exercícios fazem bem a qualquer pessoa, ainda que pouco ajudem a melhorar a visão de quem tem problemas muito graves. Mas esses exercícios são um momento de carinho, de amor, que a pessoa dedica a si mesmo. Isso é ótimo e, infelizmente, cada vez mais raro atualmente. Observe o ‘palming’, o exercício de colocar as mãos em concha sobre os olhos e ficar assim alguns minutos. É como se você colocasse os olhos numa ‘casinha’, recebendo o calor que vem das palmas das mãos. Claro que isso relaxa os olhos e acaba também relaxando o corpo inteiro. Com a tensão que as pessoas vivem hoje, principalmente nas grandes cidades, sempre correndo e muitas vezes não sabendo para onde e para que, qualquer momento de relaxamento é ótimo”.

“E porque não existem dois pacientes iguais – por exemplo, dois pacientes com o mesmo tipo de problema podem ter níveis de visão completamente diferentes -, utilizo nos tratamentos a Homeopatia e várias outras técnicas complementares à oftalmologia tradicional. Utilizo algumas vezes, por exemplo, a EMDR, que é uma espécie de ‘reprogramação mental’ através dos movimentos dos olhos. Acompanhando com os olhos a movimentação rápida de meus dedos, algumas vezes o paciente acaba encontrando em seu passado uma emoção forte, um, digamos, trauma, que originou o seu problema de visão. Porque ver é também um ato de vontade. É razoavelmente fácil perceber que a pessoa voltada mais para o exterior tem mais facilidade para ver de longe do que de perto. E a pessoa fechada em si mesmo muitas vezes vê muito bem de perto e mal de longe.

Óculos? Sim e não, você decide

Pergunto ao Dr. Laércio se não usar óculos, mesmo ‘precisando’, faz mal aos olhos. “Eu não concordo com isso. Pelo meu próprio caso e pelo seu, também. Você necessitaria de um grau de 5,25 para a sua miopia. E me disse que está há mais de 7 meses sem usar os óculos e está se sentindo bem. Ótimo, continue assim, o seu exame não indicou nenhuma alteração. Eu também coloco raramente os meus óculos, embora eu use um grau bem mais baixo que você. Mas tem muita gente que com o mesmo grau baixo que eu não consegue ficar sem os óculos, não se sente bem, e afirma que não consegue ver nada. Nesses casos, é claro que a pessoa deve usar os óculos.

Dr. Motoryn também não é favorável ao uso constante dos óculos escuros. “A claridade é excelente para os olhos e as pupilas reagem naturalmente a ela, contraindo-se ou expandindo-se de acordo com a luminosidade. Se você usa óculos escuros desde a garagem de sua casa e continua usando o dia inteiro, esse movimento das pupilas vai deixar de acontecer ou ficar bem diminuído e vai acabar criando problemas de fotofobia (fobia a luz e A Medicina Ayurvedica é completamente contra os óculos escuros. Eu sou menos radical mas acho que só devem ser usados com sol fortíssimo, quando você está dirigindo, por exemplo. E aqui também deve prevalecer o bom-senso da pessoa, usando os óculos quando sentir muita necessidade e experimentando sempre ficar sem eles quando sente que isso é perfeitamente possível.”


Autor: Dr. Laércio