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A valorização da relação médico-paciente é de suma importância para a melhora e cura do paciente. Os remédios são um veículo, a competência do profissional é importante mas o respeito, o cuidado, a atenção, o sentir-se compreendido, ser visto como gente, isto é primordial para o paciente.



Como se tornar médico?

Há desde a formação médica, uma focalização no órgão a ser tratado, a especialidade e a doença. Os estudantes acalentam sentimentos e ideais, com desejos reais de cuidar, ajudar e curar os pacientes tão logo ingressam na faculdade. Esta tendência vai se esvaecendo com a graduação, na medida em que observando o sofrimento do individuo e não sabendo como ajudá-lo, redobrar seus esforços para combater a doença, receitando novos remédios ou indicando novas cirurgias. Como não aprendem a lidar com o sofrimento do paciente e da família, acabam por atuar de forma desumanizada na sua prática médica, levando-os a se tornarem mais lógicos, estatísticos, rígidos e menos inclinados à esperança do que os próprios doentes. É mais confortável cuidar do “fígado de Dona Maria” do que “da Dona Maria”. Isto ocorre porque o médico não é treinado para conhecer o próprio sentimento e por isso vive sob stress constante. Como médicos, aprendemos a ser mecânicos, como tratar a doença, mas pouco interessado sobre o que a doença significa para a pessoa que sofre.


Quem é o médico e quem é o paciente?

O médico enfrenta consigo mesmo resistências, dificuldade de se educar para melhor educar. Quantos são verdadeiramente os médicos de bem com a própria vida, com autoestima e amor próprio, e com paz de espírito? Não sendo assim, como é possível ajudar o outro?

Por detrás das queixas há um ser humano que clama por ajuda, compreensão e entendimento, de como lidar com a doença, a apreensão e os medos. Para isso, é fundamental a percepção do paciente em sua totalidade, que se torna requisito para todos os profissionais da saúde que enveredam no caminho da ajuda, da melhora, da restauração e cura dos males dos que nos procuram.

Isto se torna possível, quando o profissional, o curador cultive e aprecie a possibilidade de trabalhar no caminho de um auto conhecimento que o faça perceber suas forças, fraquezas, limitações, qualidades, de modo a poder enxergar o paciente sem projetar conteúdos internos mal resolvidos, ou pelo menos estar atento ao uso de sua palavra quando estiver se dirigindo ao seu assistido. Esta é a qualidade de profissionais a que me refiro que valorizam a empatia, que conseguem se colocar na posição de seus pacientes, sentindo sua dor, sua inquietude, sendo esta a maneira mais qualitativa de exercer esta arte tão nobre que é a medicina.

O novo Código de Ética Médica visa modificar o olhar do médico em relação ao paciente. Não se admite mais um médico prepotente, autoritário que se coloca numa posição muito superior, se indignando quando o paciente recorre a uma segunda opinião.

O dever do médico de garantir morte digna é um preceito onde se incluem os cuidados paliativos, voltados àqueles pacientes sem perspectiva de cura.

Aproximadamente 80% das pessoas morrem de doença crônica e progressiva e o que deve-se evitar são os sofrimentos desnecessários pela falta de conhecimento do controle da dor, sem contar os sofrimentos inerentes a condição de estarmos vivos.

As equipes multidisciplinares, com envolvimento dos vários profissionais e cuidadores são a melhor maneira de verdadeiramente ajudar o paciente.

Estamos apenas entrando em contato com o tópico de cuidados paliativos, pois o mesmo não é ensinado nas faculdades, nos hospitais, e isto pode levar ainda algumas décadas, mas o desafio já foi lançado e sendo praticado por poucos médicos que o fazem de forma dignificante.


Leia mais sobre o assunto:
- Reportagem do Programa Fantástico sobre a reforma no Código de Ética Médica
- Site “O Diario” – Novo Código de Ética Médica pretende melhorar relação entre médicos e pacientes


nov
10

Espiritualidade

por Dr. Laércio | Categoria: Espiritualidade

A criatura mais fácil de ser analisada para chegar à conclusão de que foi D´us quem criou o mundo é o homem. Sobre isso, consta no livro de Jó a seguinte passagem: “Da minha carne eu vejo D`us.

Se pararmos um pouco para pensar no objetivo de cada órgão do corpo humano, e o motivo de cada órgão ser criado da forma que ele é, perceberemos claramente que houve um planejamento inteligente e detalhado para que vivêssemos da melhor forma possível. Analisemos superficialmente alguns exemplos disso:

Os olhos foram feitos para enxergar, e a visão é nosso principal sentido. É impossível imaginar como seria a vida sem os olhos, sempre na escuridão.

Ao redor dos olhos estão os cílios, protegendo da poeira e fumaça. Os peixes, que vivem na água e não precisam dessa proteção, nem têm cílios.

As mãos foram feitas para pegar ou dar, para realizar todo tipo de atividades complexas do dia a dia. Com os dedos o homem pode escrever, esculpir, costurar e fazer muitos outros trabalhos que seriam impossíveis sem eles. Os animais, que não precisam fazer todos esses trabalhos, não possuem dedos tão desenvolvidos.

As pernas foram feitas para andar e passear sobre a terra e sem elas o homem não sairia do lugar. Do joelho para baixo elas são mais finas, para não pesar demais dos milhares de passos que o homem dá todo dia. Do joelho para cima são mais grossas, para poder sustentar o corpo (…)

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