CPVI - Centro de Pesquisa da Visão Integrativa

Tel: (11) 3256 3368

E-mail: cpvi@cpvi.com.br

Domingo, 23 de Julho de 2017 - Bom dia!

Blog

fev
04

A dor da Boate Kiss

por Dr. Laércio | Categoria: Sem categoria

A tragédia ocorrida devido ao incêndio na Boate Kiss em Santa Maria onde morreram centenas de jovens, nos faz refletir no sofrimento que todas estas famílias que foram acometidas vivem neste momento.
Vivemos num momento de comoção nacional diante da perda de tantos jovens brasileiros que foram impedidos de realizar suas metas, seus sonhos, e de contribuírem sobremaneira para o desenvolvimento de suas famílias e da comunidade como um todo.
Quando somos pais, amamos nossos filhos incondicionalmente, investimos nossas energias física, mental e espiritual, de modo que possamos proporcionar aos nossos frutos o que de melhor temos para oferecer. São horas, dias, meses e anos, cuidando e acompanhando, se preocupando vivendo as dores e as alegrias, os sucessos e as derrotas, com uma intensidade que só pode ser conhecida para quem vive a experiência na pele.
Quanto nos solidarizamos com estes pais, mães, irmãos, irmãs, avós que perderam seus entes queridos!!!!
São nestes momentos de profunda tristeza e pesar, que refletimos o quanto a vida é preciosa e significativa, e o quanto a vida humana e o fato de estarmos vivos nos coloca num patamar de responsabilidade, de nos cuidarmos e exigirmos que o lugar em vivemos nos possibilite a mínima segurança necessária, para não sermos pegos de surpresa, como nesta tragédia, que por ineficiência das instituições, o descaso do poder público e a negligencia de seres humanos mais focados nas suas ambições materiais e paixões de ordem geral, do que no cuidado e preocupação com o bem estar e segurança de seus semelhantes.
Ficamos indignados, que ocorrências desta natureza aconteçam para que as autoridades comecem a pensar em fazer alguma coisa em prol da melhoria das condições de vida e da segurança de nosso povo, sendo lamentável que um país com tantas possibilidades e promessas de um futuro promissor só se disponha a tomar atitudes enérgicas após o ocorrido, ao invés de uma ação efetiva e preventiva, fruto da conscientização de se fazer o certo, o correto, de modo que possamos crescer como nação, sem traumas tão chocantes para todos aqueles que perderam seus amados, e para a comunidade em geral.

dez
20

Mensagem do Dr. Laércio Motoryn

por Dr. Laércio | Categoria: Sem categoria

Caro paciente e amigo,

Visão é muito mais que enxergar.

Nós não vemos as coisas como elas são, nós vemos as coisas como nós somos.

Os olhos interagem com os outros orgãos físicos e sensoriais.

Os olhos refletem as influências causadas pelo diabetes, pela hipertensão arterial, pelas oscilações hormonais e neurossensoriais.

Os olhos se expressam em estados emocionais como a raiva, a inveja, o amor e na alegria.

Os olhos, além de acolher as impressões, são passivos, e o que sai é a alma e a imaginação. O que nós vemos é modificado pela nossa imaginação, pelas nossas emoções, pela cultura, pelas novas teorias científicas.

Não é só olhar o visível, mas também para o invisível, isto quer dizer imaginação.

É importante cuidar do olho inteiro, e não fragmentá-lo dentro da especialidade que leva à perda vantajosa da concepção unitaria do indivíduo.

Os olhos só tem 23mm prolongados até o cérebro, inconcebível sem o domínio do todo.

Cuide dos seus olhos, eles são muito importantes, e para isso estarei sempre ao seu lado.

Boas Festas e Feliz ano novo!!

Dr Laercio Motoryn

mai
28

mai
28

mai
28

mai
28

mai
28

mai
28

mai
28

abr
13




A valorização da relação médico-paciente é de suma importância para a melhora e cura do paciente. Os remédios são um veículo, a competência do profissional é importante mas o respeito, o cuidado, a atenção, o sentir-se compreendido, ser visto como gente, isto é primordial para o paciente.



Como se tornar médico?

Há desde a formação médica, uma focalização no órgão a ser tratado, a especialidade e a doença. Os estudantes acalentam sentimentos e ideais, com desejos reais de cuidar, ajudar e curar os pacientes tão logo ingressam na faculdade. Esta tendência vai se esvaecendo com a graduação, na medida em que observando o sofrimento do individuo e não sabendo como ajudá-lo, redobrar seus esforços para combater a doença, receitando novos remédios ou indicando novas cirurgias. Como não aprendem a lidar com o sofrimento do paciente e da família, acabam por atuar de forma desumanizada na sua prática médica, levando-os a se tornarem mais lógicos, estatísticos, rígidos e menos inclinados à esperança do que os próprios doentes. É mais confortável cuidar do “fígado de Dona Maria” do que “da Dona Maria”. Isto ocorre porque o médico não é treinado para conhecer o próprio sentimento e por isso vive sob stress constante. Como médicos, aprendemos a ser mecânicos, como tratar a doença, mas pouco interessado sobre o que a doença significa para a pessoa que sofre.


Quem é o médico e quem é o paciente?

O médico enfrenta consigo mesmo resistências, dificuldade de se educar para melhor educar. Quantos são verdadeiramente os médicos de bem com a própria vida, com autoestima e amor próprio, e com paz de espírito? Não sendo assim, como é possível ajudar o outro?

Por detrás das queixas há um ser humano que clama por ajuda, compreensão e entendimento, de como lidar com a doença, a apreensão e os medos. Para isso, é fundamental a percepção do paciente em sua totalidade, que se torna requisito para todos os profissionais da saúde que enveredam no caminho da ajuda, da melhora, da restauração e cura dos males dos que nos procuram.

Isto se torna possível, quando o profissional, o curador cultive e aprecie a possibilidade de trabalhar no caminho de um auto conhecimento que o faça perceber suas forças, fraquezas, limitações, qualidades, de modo a poder enxergar o paciente sem projetar conteúdos internos mal resolvidos, ou pelo menos estar atento ao uso de sua palavra quando estiver se dirigindo ao seu assistido. Esta é a qualidade de profissionais a que me refiro que valorizam a empatia, que conseguem se colocar na posição de seus pacientes, sentindo sua dor, sua inquietude, sendo esta a maneira mais qualitativa de exercer esta arte tão nobre que é a medicina.

O novo Código de Ética Médica visa modificar o olhar do médico em relação ao paciente. Não se admite mais um médico prepotente, autoritário que se coloca numa posição muito superior, se indignando quando o paciente recorre a uma segunda opinião.

O dever do médico de garantir morte digna é um preceito onde se incluem os cuidados paliativos, voltados àqueles pacientes sem perspectiva de cura.

Aproximadamente 80% das pessoas morrem de doença crônica e progressiva e o que deve-se evitar são os sofrimentos desnecessários pela falta de conhecimento do controle da dor, sem contar os sofrimentos inerentes a condição de estarmos vivos.

As equipes multidisciplinares, com envolvimento dos vários profissionais e cuidadores são a melhor maneira de verdadeiramente ajudar o paciente.

Estamos apenas entrando em contato com o tópico de cuidados paliativos, pois o mesmo não é ensinado nas faculdades, nos hospitais, e isto pode levar ainda algumas décadas, mas o desafio já foi lançado e sendo praticado por poucos médicos que o fazem de forma dignificante.


Leia mais sobre o assunto:
- Reportagem do Programa Fantástico sobre a reforma no Código de Ética Médica
- Site “O Diario” – Novo Código de Ética Médica pretende melhorar relação entre médicos e pacientes